domingo, 16 de outubro de 2011

Enquanto o domingo...

... vai nos devorando

Publicado pelo baitasar



... lembre-se que amanhã é dia de reencontrar os amigos



... e as amigas.



A escola ficou dois dias solitária



... e murcha, e vazia, e muda, e surda, sem vida



... esperando a vida vinda com a 2ª-feira.



Não esqueça de aparecer na biblioteca, é divertido



... dá para ouvir a Palavra Cantada dos livros...



... é só ter um pouco de paciência e alegria



... afinal, estamos na escola para encontrar amigos e amigas!



E se o humor não melhorou porque amanhã é 2ª-feira... assista a história desta menina.


Amanhã a gente se vê!

sábado, 15 de outubro de 2011

Sopa...


Palavra Cantada - Pé com Pé


Publicado pelo baitasar




Pé Com Pé 

Palavra Cantada

**Dedicada a Georgia Lengos e Balagandança Cia**


Acordei com o pé esquerdo
Calcei meu pé de pato
Chutei o pé da cama
Botei o pé na estrada
Deu um pé de vento
Caiu um pé-d'água
Enfiei o pé na lama
Perdi o pé de apoio
Agarrei num pé de plante
Despenquei com pé descalço
Tomei pé da situação
Tava tudo em pé de querra
Tudo em pé de guerra

Pé com pé, pé com pé, pé com pé
Pé contra pé

Não me leve ao pé da letra
Essa hitória não tem pé nem cabeça

Vou dar no pé/ Pé quente
Pé ante pé/ Pé rapado
Samba no pé/ Pé na roda
Não dá mais pé/ Pé chato
Pegar no pé/ Pé de anjo
Beijar o pé/ Pé de meia
Meter o pé/ Pé-de-moleque
Passar o pé/ Pé de pato
Ponta do pé/ pé de chinelo
Bicho de pé/ Pé de gente
Fincar o pé/ Pé de guerra
De orelha em pé/ Pé atras
Pé contra pé/ Pé fora
A pé/ Pé frio
Rodapé/ Pé

A Escola...

... poema de Paulo Freire

Publicado por baitasar





Paulo Freire

"Aprender a dizer a sua palavra"

Publicado por baitasar

"Talvez seja este o sentido mais exato da alfabetização: aprender a escrever sua vida, como autor e testemunha da sua história, isto é, biografar-se, existenciar-se, historicizar-se. Por isto, a pedagogia de Paulo Freire, sendo método de alfabetização, tem como ideia animadora toda a amplitude humana da "educação como prática da liberdade', o que, em regime de dominação, só se pode produzir e desenvolver na dinâmica de uma 'pedagogia do oprimido'." Professor Ernani Maria Fiori

       Freire, Paulo
F934p     Pedagogia do oprimido, 17ª ed. Rio de Janeiro, Paz e Terra, 1987




SONHOS E UTOPIAS DA PEDAGOGIA DO OPRIMIDO II

 Paulo Freire alerta: Precisamos aprender a dizer a nossa palavra. Segundo o Professor Ernani Maria Fiori “a prática só encontrará adequada expressão numa pedagogia em que o oprimido tenha condições de, reflexivamente, descobrir-se e conquistar-se como sujeito de sua história”. Assim, o sentido mais exato da alfabetização de Paulo Freire seria: aprender a escrever a sua vida, como autor e como testemunha de sua história, isto é, biografar-se, existenciar-se e historizar-se. Alfabetizar é conscientizar.

 Nos tantos anos de Pedagogia do Oprimido, ainda são válidas as primeiras palavras de Paulo Freire em sua dedicatória, a saber: “Aos esfarrapados do mundo e aos que nele se descobrem e, assim descobrindo-se com eles sofrem, mas, sobretudo, com eles lutam”, e continua confiante, “ao descobrir-me ingênuo, comecei a tornar-me critico”.

 Podemos justificar a Pedagogia do Oprimido como válida para nossos dias de efervescência de um neoliberalismo e de novos métodos de ensino? Penso que sim. Os oprimidos, apesar da categoria se encontrar em desuso, continuam existindo e sendo explorados pelas relações materiais do capitalismo. Além disso, não podemos esquecer que a pedagogia do oprimido retrata duas realidades, a saber: opressor e oprimidos enquanto luta de classes entre dominantes e dominados.
 Paulo Freire, em sua perspectiva dialógica, aborda eixos temáticos na pedagogia do oprimido a partir de dados concretos da realidade social e educacional ainda válidas para o século XXI, entre elas destaco:
  • Medo da liberdade: nos oprimidos o medo da liberdade é o medo de assumi-la. Nos opressores, é o medo de perder a “liberdade” de oprimir;
  • Quando se torna “um novo homem” tende a ser opressor;
  • Falsa generosidade: os opressores falsamente generosos têm necessidade, para que sua “generosidade” continue tendo oportunidade de realizar-se, da permanência da injustiça. A “ordem” social injusta é a fonte geradora, permanente desta “generosidade” que se nutre da morte, do desalento e da miséria.
  • A auto-desvalia: característica dos oprimidos por acharem que são incapazes de produzir conhecimentos.
  • Ninguém liberta ninguém, ninguém se liberta sozinho. Os homens se libertam em comunhão”.
 A pedagogia do oprimido tem como objetivo central a libertação do homem, na luta incessante da recuperação de sua humanidade. Para isso, Paulo Freire tenta “mobilizar seus leitores para as reflexões e para as pretensões de mudanças sociais e patéticas”.

 Quanto mais analisamos as relações educador – educando, na escola, em qualquer de seus níveis (ou fora dela), parece-nos que são relações de caráter especial e marcante – o de serem relações fundamentalmente narradoras, dissertadores. Na visão “bancária” da educação, em que a única margem de ação que se oferece aos educandos é a de receberem os depósitos, guardá-los e arquivá-los, sua solução estaria em deixarem a condição de ser “seres fora de” cedo ou tarde, os próprios “depósitos” podem provocar um confronto com a realidade em definir se lhe fala como estático, pode despertá-lo como contradição de si mesmo e da realidade.

 A educação “bancária”, em cuja prática se dá a inconciliação educador – educandos rechaça este companheirismo. E é lógico que seja assim. No momento em que o educador “bancário” vive a superação da contradição já não seria mais “bancário”, já não mais faria depósitos, já não mais tentaria domesticar, já não mais prescrevia. Estaria na busca por entender e compreender que o saber dar-se-ia quando estes soubessem com ele, esta seria sua tarefa. Já não mais estaria a serviço da desumanização, a serviço da opressão, mas, a serviço da libertação. 

A concepção do saber do bancarismo é no fundo uma concepção alimentícia do conhecimento. É como se fosse “o alimento” que o professor vai introduzindo nos educandos, numa espécie de tratamento de engorda. Mas, se para a concepção bancária a consciência é, em sua relação com o mundo, esta “peça” passivamente escancarada a ele, à espera de que entre nela, corretamente concluirá que ao educador não cabe nenhum outro papel que não o de disciplinar a entrada do mundo nos educandos. 

Para manter a contradição, a concepção bancária nega a dialogicidade como essência da educação e se faz antidialógica para realizar a superação, a educação problematizadora que – situação gnosiológica – afirma a dialogicidade e se faz dialógica. É através deste que se opera a superação da qual resulta um termo novo: educador-educando como educando-educador. Dessa maneira, o educador já não é o que apenas educa, mas o que, enquanto educa é educado, em diálogo com o educando que ao ser educado, também educa. Ambos tornam-se sujeitos do processo em que crescem juntas e em que os “argumentos de autoridade” não valem. A questão da autoridade não suprimiu o maior direito de todos, o da liberdade.

Agora, ninguém educa ninguém, como tampouco ninguém se educa a si mesmo: os homens e mulheres se educam em comunhão mediatizados pelo mundo. Segundo Paulo Freire “a consciência e o mundo... se dão ao mesmo tempo: exterior por essência a consciência, o mundo é, por essência, relativo a ela”. A concepção e a prática bancária, imobilista, fixista, terminam por desconhecer os homens como seres históricos, enquanto a problematizadora parte exatamente do caráter histórico e da historicidade dos homens.

A visibilidade deve aparecer aos homens como desafio. Esta busca do “ser mais” não pode realizar-se no isolamento, no individualismo, mas na comunhão, na solidariedade dos existires. Por isso, é que esta educação, em que os educadores e educandos se fazem sujeitos do seu processo, superando o intelectualismo alienante, superando o autoritarismo do educador bancário (se é que existe educador ou educadora que sejam bancários), supera também a falsa consciência do mundo. O mundo agora já não é algo sobre que se fala com falsas palavras, mas o mediatizador dos sujeitos da educação e a incidência da ação transformadora dos homens, de que resulte a sua humanização.

A importância do diálogo entre educador e educando para a construção de um saber prático de libertação foi a grande intenção do pensamento de Paulo Freire. Dizer a palavra verdadeira é transformar o mundo, o mundo no qual o educando está inserido. A palavra possui duas dimensões: ação e reflexão. A existência humana, não pode ser muda, silenciosa, nem nutrir-se de falsas palavras. Mas de palavras verdadeiras, com que os homens transformam o mundo. Existir humanamente é pronunciar o mundo, é modificá-lo. O mundo pronunciado, por sua vez, volta-se problematizado aos sujeitos pronunciantes, a exigir deles novo pronunciamento. Torna a exigir deles uma consciência critica, histórica, política e social. Assim, dizer a palavra não é privilégio de alguns homens, mas direito de todos os homens e mulheres.

 No método de alfabetização de Paulo Freire há um estudo da realidade do educando. Nesse processo surgem os temas geradores extraídos da problematização da prática de vida dos educandos, ou seja, os conteúdos são extraídos a partir da realidade e do modo de vida dos educandos. Para Paulo Freire, a transmissão de conteúdos estruturados fora do contexto social do educando é considerada “invasão cultural” ou depósito de informações, a chamada educação bancária.

 A investigação temática que se dá no domínio do humano e não nos das coisas, não pode reduzir-se a um ato mecânico, sendo processo de busca, de conhecimento. Por isto tudo, como ato de criação, exige de seus sujeitos que vão descobrindo, no encadeamento dos temas significativos a interpretação dos problemas. A investigação se fará tão mais pedagógica quanto mais crítica for. Neste sentido, investigadores profissionais e povo, nesta investigação do tema gerador, são ambos sujeitos desse processo. Toda investigação temática de caráter conscientizado se faz como ato pedagógico e toda autêntica educação se faz na investigação do pensar, ou seja, “quanto mais investigo o pensar do povo com ele, tanto mais nos educamos juntos... quanto mais nos educamos, tanto mais continuamos investigando”.

 A conscientização não pára estoicamente no reconhecimento puro das coisas, no caráter subjetivo, da situação, mas, pelo contrário, prepara os homens e mulheres no plano da ação para a luta contra os obstáculos à sua humanização. Na “codificação” se procura retotalizar o tema cindido na representação de situações existenciais. Na “decodificação” os indivíduos cindidos à codificação como totalidade, aprendem o tema nela implícitos ou a ela referidos. Este processo de decodificação que se dará por meio da dialeticidade, não morre na cisão, que realizam na codificação como totalidade temática, completando-se na retotalização de uma totalidade cindida, com que não apenas a compreendem mais claramente, mas também vão percebendo as relações com outras situações codificadas, todas elas representações de situações existenciais.

 Os homens são seres da práxis, seu fazer é ação e reflexão, é transformação do mundo, diferentemente dos animais. No entanto, como afirma Lênin que não há revolução com verbalismos, nem tampouco com ativismo. A práxis revolucionária somente pode opor-se à práxis das elites dominadoras. Neste sentido, o antidialógico se impõe ao opressor na situação objetiva da opressão para oprimir mais pela conquista, não exclusivamente econômica, mas cultural, roubando do oprimido conquistado sua palavra também, sua expressividade e sua cultura.

 As elites dominadoras de hoje ainda, como as de todos os tempos, continuam precisando da conquista como uma espécie de “pecado original”, com “pão e circo” ou sem eles. O que interessa ao opressor é enfraquecer os oprimidos mais do que já estão, ilhados, criando e aprofundando cisões entre eles, através de vários métodos e processos.

 A manipulação tem de anestesiar as massas populares para que não pensem. O antídoto a esta manipulação dominadora está na organização criticamente consciente, na problematização da realidade nacional e da própria manipulação. A invasão cultural é antidialógica, tática de dominação, de violência e de alienação. Esta é uma forma de dominar econômica e culturalmente o invadido. A ação dialógica exige o desvelamento do mundo, ação cultural dos oprimidos e organização na luta para a transformação da realidade. Por isso, somente com isso, poderemos continuar sonhando e tendo a firme esperança de uma Pedagogia do Oprimido para o século XXI.

Claudemiro Godoy do Nascimento
Filósofo e Teólogo. Mestre em Educação pela Unicamp. Doutorando em Educação pela UnB. Professor da Universidade Estadual de Goiás – UEG.

E-mail: claugnas@terra.com.br

15 de outubro


... o professor e a professora com carinho procuram...

Publicado por baitasar


... Dias Melhores!






Dias Melhores

Jota Quest

Vivemos esperando dias melhores
Dias de Paz
Dias a Mais
Dias que não deixaremos para trás

Vivemos esperando
O dia em que seremos melhores
Melhores no Amor
Melhores na Dor
Melhores em Tudo

Vivemos esperando
O dia em que seremos
para sempre
Vivemos esperando
Dias Melhores pra sempre
Dias Melhores pra sempre

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Bryan...

... desafio aceito

Publicado pelo baitasar

Depois das entrevistas feitas com as nossas homenageadas do dia 22/10 e a edição finalizada, os nossos repórteres foram desafiados a escrever sobre a experimentação...

Escrevendo sobre a entrevista da diretora Eliana

por Bryan Souza (Turma 51)

Entrevistar alguém foi muito legal, ainda mais quando é a diretora do seu colégio, a gente não fala muito com ela e com a entrevista soubemos mais dela, onde nasceu, quanto tempo está na escola e outras perguntas.

Na hora em que a gente ia entrevistar ela estava muito ocupada, tratando da merenda e era pouco tempo para entrevistar, então nós fomos rápidos nas perguntas.

Eu achei divertido porque eu nunca fiz isso, não está no meu dia-a-dia porque todo dia eu vou de casa, escola, casa, escola. Foi legal criar perguntas.

Eu gostei de fazer isso de ser repórter por um dia!


Retratos.....

..... do nosso cotidiano

Publicado pelo baitasar

Prof. Luciano

Prof. Luciano

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

E os empréstimos...

... de livros na Biblioteca com filas,

Publicado pelo baitasar

mas poderia estar melhor!





Retratos...

... da escola de verdade

Publicado pelo baitasar

Iara e Jaleusa

Profs. Edgar e Bruno

Profª Cleusa

Profª Valquíria

Enquanto isso....

.... na Biblioteca

Publicado pelo baitasar

Os alunos Brian e Matheus, as alunas Franciele e Natália, todos da turma 51, prepararam algumas perguntas à diretora Eliana e a secretária Vanda, nossas homenageadas do dia 22/10...


Aqui embaixo, a Vanda responde ao Matheus e a Franciele...





... enquanto a Eliana era entrevistada pela Natália e o Brian





... depois retornaram à Biblioteca para editar as entrevistas





Depoimentos do quarteto da turma 51 sobre a experiência...

(Achei legal porque sempre quis ter a oportunidade. Sonho em ser repórter, mas tenho outros sonhos, não sei se sou repórter ou pediatra.)

(Eu não estava muito à vontade no meu trabalho. eu não conseguia soltar a voz para perguntar.)

(Com a gente foi bem tranquilo, mas a diretora é muito ocupada cuidando da merenda.)

(Fiz a primeira pergunta e tocou o telefone, cruzes ela é muito ocupada.)

As entrevistas na íntegra com a Vanda e a Eliana:

1) Qual o seu nome completo?
V: Vanda Elisa Vieira Pinheiro
E: Eliana Gladis Prestes Ibaldo

2) Há quantos anos você está na escola?
V: 18 anos 
E: 32 anos

3) Onde você nasceu?
V: Em Porto Alegre, capital do Rio Grande do Sul
E: Santana do Livramento

4) Você lembra dos seus sonhos de criança?
V: Sim... me lembro.
E: Ter um trabalho que ajudasse as pessoas.

5) Qual dos seus sonhos você se lembra mais?
V: Quando criança eu queria muito ter um macaquinho de estimação.
E: (esqueceram de perguntar)

6) Qual dos seus seus você realizou?
V: Fazer um curso superior.
E: Ser mãe.

7) Quando você decidiu que ia entrar na escola?
V: Quando eu estava totalmente desempregada.
E: Eu soube que tinha uma vaga na escola, a diretora Marli me encaminhou para um contrato. Eu entrei como professora, assumi uma turma de 1ª série.

8) Qual foi o seu primeiro trabalho?
V: Foi em uma loja de roupas... C&A. Prefiro trabalhar na escola do que em loja.
E: Foi como professora na Escola Imaculada.

9) O que você faz no Bartô?
V: Eu faço diariamente atendimento ao público, no momento estamos no período de inscrições e rematrículas.
E: administro tudo, sou um pouco mãe, enfermeira, psicóloga, amiga e ajudadora.

10) O que você acha do Bartô?
V: É meu ambiente de trabalho que considero minha segunda casa.
E: Eu amo essa escola e me sinto realizada quando posso ajudar as pessoas a realizarem seus sonhos.



Imagem da manhã....

... não tem como não sentir o aroma e resistir (hehehe)

Publicado pelo baitasar

Profs. Bruno e Milton

quarta-feira, 12 de outubro de 2011

Criança Não Trabalha


Palavra Cantada

Publicado por baitasar





Criança Não Trabalha

Palavra Cantada

Lápis, caderno, chiclete, pião
Sol, bicicleta, skate, calção
Esconderijo, avião, correria, tambor, gritaria, jardim, confusão
Bola, pelúcia, merenda, crayon
Banho de rio, banho de mar, pula cela, bombom
Tanque de areia, gnomo, sereia, pirata, baleia, manteiga no pão
Giz, merthiolate, band-aid, sabão
Tênis, cadarço, almofada, colchão
Quebra-cabeça, boneca, peteca, botão, pega-pega, papel, papelão
Criança não trabalha, criança dá trabalho
Criança não trabalha...
Lápis, caderno, chiclete, pião
Sol, bicicleta, skate, calção
Esconderijo, avião, correria, tambor, gritaria, jardim, confusão
Bola, pelúcia, merenda, crayon
Banho de rio, banho de mar, pula cela, bombom
Tanque de areia, gnomo, sereia, pirata, baleia, manteiga no pão
Criança não trabalha, criança dá trabalho
Criança não trabalha...
Giz, merthiolate, band-aid, sabão
Tênis, cadarço, almofada, colchão
Quebra-cabeça, boneca, peteca, botão, pega-pega, papel, papelão
Criança não trabalha, criança dá trabalho
Criança não trabalha...
1, 2 feijão com arroz
3, 4 feijão no prato
5, 6 tudo outra vez...
Lápis, caderno, chiclete, pião
Sol, bicicleta, skate, calção
Esconderijo, avião, correria, tambor, gritaria, jardim, confusão
Bola, pelúcia, merenda, crayon
Banho de rio, banho de mar, pula cela, bombom
Tanque de areia, gnomo, sereia, pirata, baleia, manteiga no pão
Composição: Arnaldo Antunes e Paulo Tatit 

mais um dia da criança e a gente...


Pára tudo gente! Bóra fazer uma vaquinha pra este menino lutador?


Publicado por baitasar

outubro 12th, 2011 by mariafro


Emocionada ao ler a história desta criança, vamos ajudar? A gente faz uma vaquinha online, entra em contato com a família, sei lá, esta criança é um presente para o mundo, com tantos desafios, ela nos ensina o quanto somos reclamões sem razão de ser.



Quem me passou esta notícia fantástica foi a Vera Paloni, via Facebook. Acabei de mandar uma mensagem para o fotógrafo que fez a reportagem fotográfica e aguardo notícias da família.

Algum médico ortopedista, leitor do Maria Frô, para nos esclarecer quais os caminhos pra perna mecânica, adaptação, hospitais e centros de reabilitação que fazem isso no Pará, custos etc?


Moisés Lima Farias tem 10 anos, mora na rua Belém, em Águas Lindas, Ananindeua.FOTOS: Tarso Sarraf, aqui o álbum completo


DIA DAS CRIANÇAS (SUPERAÇÃO)

Por: Denilson d Almeida, Jornal Oliberal e Amazoni

Moisés Lima Farias tem 10 anos, mora na rua Belém, em Águas Lindas, Ananindeua, e tem uma rotina que inclui passeios de bicicleta, futebol, taco e outras aventuras com os amigos da mesma idade.

Ele não tem os braços e uma perna, mas escreve e pinta muito bem, um exemplo de determinação, autoestima e coragem para superar adversidades.

A mãe de Moisés, Maria Lucinda de Jesus Lima, 49 anos, foi informada durante o pré-natal, no sexto mês de gravidez, após um ultrasom: a perna esquerda não se desenvolvera. “Eu acho que eles (os médicos) não quiseram falar dos braços dele. Só soube quando ele nasceu. Lembro que a enfermeira, antes de me apresentar ele (o filho), me falou que ele tinha nascido sem os bracinhos”, comentou. “No início, eu me perguntava o que iria fazer, mas nunca desisti do meu filho”, frisou Maria.

Aos dois anos, Moisés já sinalizava sua independência. “Ele rolava na cama ou onde a gente o deitasse. Quando tinha quatro anos, começou a sentar com dificuldades. Então a médica nos avisou que ele, aos poucos, iria começar a ficar em pé”, lembrou a mãe. “Entre os quatro e seis anos foi a fase em que o Moisés começou a ficar em pé e andar pulando com a única perninha que ele tem”, contou, emocionada. Moisés é célebre no bairro onde mora.

Faz sucesso entre os amigos por causa da sua alegria e principalmente do humor. No futebol, joga na posição mais delicada: goleiro, mas prefere brincar de taco (com um pedaço bastão não se pode permitir que os adversários derrubem a “lata” com a bola). Está no 1º ano do Ensino Fundamental e, para escrever, posiciona o lápis no pescoço e o segura com a cabeça e o ombro, depois escreve.

No ano passado, realizou um sonho: o vizinho, Raimundo Oliveira, 78 anos, o presenteou com uma bicicleta no Natal. “Eu já sabia andar, apenas não tinha uma”, ressaltou. Raimundo soube da vontade do Moisés por meio da neta, que brinca com Moisés. “Ela comentou que ele queria uma bicicleta. No Natal o chamei e perguntei o que queria ganhar de presente. Meio envergonhado, disse que qualquer coisa serviria, mas que o ele queria mesmo era uma bicicleta. Quando abri a porta de casa e mostrei o presente, ele ficou muito alegre. Tanto que saiu de casa montado já na bicleta, mas não esqueceu de agradecer”, disse o vizinho.

Neste dia das crianças, Moisés gostaria de ganhar de presente um velocípede motorizado, mas sonha com a perna mecânica que a família não tem condições de comprar. “Uma vez ele falou que queria ter pelo menos uma das mãos para que ele mesmo pudesse pegar as coisas dele. O Moisés gosta de ser independente”, enfatiza a mãe. Quando crescer, o garoto diz que pretende ser pastor.
_________

Carta ao Professor

A Voz de um Mestre

Publicado por baitasar

Carta na Escola - edição 52, p. 66

Quem é capaz de conversar consigo por meio da literatura pratica o ensinamento secreto que se dá pelo silêncio, pelo vazio que jamais será preenchido

por Heloisa Prieto*

Conheci o senhor Hans ainda criança. Não sabia nada sobre sua vida, de sua mãe, mulher simples, apaixonada por histórias do folclore popular. Só fui descobrir sua trajetória de artista ambulante e figura de grande reconhecimento quando adulta. Na ocasião de nosso primeiro encontro eu me apaixonei pelas histórias de tristeza, como a Pequena Sereia, ou a Vendedora de Fósforos. Até hoje creio que a melancolia precisa de seu espaço e jamais diminui a força de sua narrativa.

Logo em seguida, entrei em contato com o alegre e irreverente senhor Monteiro. Logo descobri espaços mágicos de seu sítio. Pedrinho e suas caçadas, Narizinho e a curiosidade, Anastásia e sua sabedoria inata, dona Benta e o carinho, além da irreverência de uma boneca maluca.

Hans Christian Andersen, Monteiro Lobato. Ao longo de minha vida, percorri muitos outros espaços fascinantes, como o castelo de um tal senhor Bram Stoker, repleto de criaturas maravilhosamente atraentes, embora sedentas de sangue. Várias foram as vozes que saíam das páginas dos livros. Se cada uma delas me remetia a um mundo diferente, ao término da viagem ficava a sensação deliciosa de ter compartilhado da presença de um mestre.

Um antigo provérbio chinês afirma: "Ao mestre basta ser." E como ser um bom professor sem a convivência com outros?

A literatura constitui-se como uma biblioteca infinita e, por meio dos livros podemos desfrutar da luminosidade de estrelas que já partiram a muito, mas que, generosamente, continuam a compartilhar de seu brilho. Assim acreditavam Jorge Luis Borges, o argentino de labirintos encantados e o francês Marcel Proust, cuja sensibilidade desvenda segredos sutis das relações interpessoais.

Infelizmente, exauridos por tanto trabalho, nem sempre os professores se lembram de cultivar a própria estante. Ler para si. Ouvir as vozes de mestres de todos os tempos para alimentar a própria sabedoria. Quem é capaz de conversar consigo por meio da literatura pratica o ensinamento secreto que se dá pelo silêncio, pelo vazio que jamais será preenchido de modo que a busca por novas verdades permaneça constante.


* Heloisa Prieto é escritora de literatura infanto-juvenil


Justa Homenagem

Jantar Baile em Homenagem aos Educadore(a)s e Destaques em Educação

Publicado pelo baitasar

A Vanda e a Eliana serão nossas homenageadas!

Homenagem justa para duas mulheres que por tantos anos vêm dedicando seu trabalho na comunidade Bartô.

A homenagem já tem dia, hora e local.

Jantar Baile (uau!)

Data: 22 de outubro de 2011
Horário: 20 horas
Local: CTCIGAPA - FENIX
Endereço: Rua Santos Ferreira, 5151, Canoas
Apoio: R$18,00 (individual) e buffet de carnes, saladas e sobremesas variadas

Eliana e Vanda

"Entre nós há muitos que sonham." 27ª CRE - Canoas


Parabéns a nossa Diretora e Secretária.


terça-feira, 11 de outubro de 2011

Enquanto isso...

... na biblioteca da escola

Publicado pelo baitasar

A biblioteca, o desenho e o prazer de desenhar reuniram cinco alunos e formaram o 1º Grupo de Ilustradores do BartÔ.

O Paulo Ricardo, o Gustavo Vidal, o José Antônio, o Leonardo Schulz e o Lenon Serafim imaginam desenhos, sonham histórias diferentes em suas vidas, nas 2ªfeiras, das 13h30min às 15h30min; o local onde eles se reúnem para estudar desenho e ilustração é na biblioteca.








E...

... as crianças chegaram

Publicado por baitasar

A festa foi a tarde toda, com muitas brincadeiras, bolo, suco de uva (uau), correrias, escorregador, saltos...














Depois...

... à tarde, as professoras foram chegando

Publicado pelo baitasar







Começou a Semana da...

... Criança

Publicado por baitasar

Os brinquedos começaram a serem montados pela manhã