domingo, 2 de outubro de 2011

Escrevendo poesia feito gente pequena - IV


Fome de ler... alimento para escrever

Publicado por  baitasar

O Projeto Fome de Ler ( aqui ) trouxe para nossos alunos e alunas a oportunidade de conhecer o trabalho do Hermes Bernardi Júniorautor de livros para crianças

E a partir da leitura do livro E um rinoceronte dobrado foram feitas poesias em sala de aula; as crianças construindo o seu livro de poesias.



Os alunos e as alunas da turma 51 (5ºano) pegaram o lápis e a folha de papel... guiados pela professora Nália se meteram na aventura maravilhosa de escrever.

O resultado desta aventurança estaremos publicando aqui no blog.




 Rimas de um poema legal

Colocaria um arco-íris
Cheio de brilho e ouro
Um lindo colibri
Um casaco de couro

Colocaria uma estrada
E um carro
E também um sapato
Para  andar no barro

Colocaria uma ilha
A dentadura da
E vários picolés

Colocaria um molde da mão
Uma asa de avião
Uma fruta carambola
E um trabalho da escola

Uma foto da minha vó
Fazendo um bolo pão de ló
A saia dela suja de farinha
E muitas bolachinhas


Um amor de verão
Uma toalha e um calção
Uma panela de pressão
E um  quilo de feijão

Uma boneca de pano
Um camelo bem grandão
Um balde de água
E um sol amarelão

Colocaria o desenho do céu e as estrelas
Da lua e o sol
Um punhado de terra
E um monte de girassol

Um livro do abecedário
Um antigo calendário
Um velho armário
E a foto de um canário

Um bilhete de loteria
Uma carteira vazia
Um chinelo para o pé
Um abraço com muita fé



Um armário branco
Uma caixa de isopor
Um varal cheio de roupa
E um vaso de flor

Uma chaleira
Uma boa churrasqueira
Um saco de carvão
E uma cuia de chimarrão.

Autora:  Franciele

Escrevendo poesia feito gente pequena - III


Fome de ler... alimento para escrever

Publicado por  baitasar

O Projeto Fome de Ler ( aqui ) trouxe para nossos alunos e alunas a oportunidade de conhecer o trabalho do Hermes Bernardi Júniorautor de livros para crianças

E a partir da leitura do livro E um rinoceronte dobrado foram feitas poesias em sala de aula; as crianças construindo o seu livro de poesias.



Os alunos e as alunas da turma 51 (5ºano) pegaram o lápis e a folha de papel... guiados pela professora Nália se meteram na aventura maravilhosa de escrever.

O resultado desta aventurança estaremos publicando aqui no blog.



A minha caixa de sapatos

Colocaria minha bolita
E também a minha fita
Colocaria uma panela
E um pedaço de canela

Colocaria uma borboleta colorida
E uma chupeta lambida
Colocaria o versinho da batatinha
Alegrando a caixinha

“Batatinha quando nasce
Se esparrama pelo chão
Menininha quando dorme
Põe a mão no coração”.

Autor: Thauam




 Caixinha

Eu colocaria meu irmão
Prá não arrumar confusão
Colocaria minha  vizinha
Uma abelhinha
Prá ter mel na caixinha

Colocaria meu violão
Faltando um cordão
Um anjinho
Bem bonitinho
E o presente do vizinho

No cantinho
Um lindo passarinho
Um  saboroso picolé
E um tênis sem chulé

Autora: Natália Brizola



 Dentro de uma caixa

 Eu colocaria dentro da caixa
Meu coração
Para alimentar a paixão
E encher a caixa de emoção

Colocaria uma bota de couro
E um pote de ouro
Um rato
E um gato

Uma girafa
Uma garrafa
De suco de uva
E m bonito guarda-chuva.

Autora: Andrielly



Caixa de sapatos

Colocaria uma duquesa
Em cima da mesa
Com sua presa

Colocaria uma bola
Uma sacola
E  uma grande argola

Colocaria uma telha
Uma abelha
E o filhote da coelha

Uma chuteira
Uma cadeira
E uma torneira

Colocaria uma escada
Um pedaço de estrada
Uma carteira estragada.

Autor: Cristiano dos Santos  Júnior


E tem mais...

Para o Lenon e o Hermes


O Pequeno Príncipe – Cap. I

Publicado por baitasar

“Certa vez, quando tinha seis anos, vi num livro sobre a Floresta Virgem, Histórias Vividas, uma impressionante gravura. Ela representava uma jiboia engolindo um animal. Eis a cópia do desenho:



                                ________________________________________________

Dizia o livro: “As jiboias engolem, sem mastigar, a presa inteira. Em seguida, não podem mover-se e dormem os seis meses da digestão.”

Refleti muito então sobre as aventuras da selva, e fiz, com lápis de cor, o meu primeiro desenho. O meu desenho número 1. Ele era assim:

Mostrei minha obra prima às pessoas grandes e perguntei se o meu desenho lhes dava medo.

Responderam-me: “Por que é que um chapéu faria medo?”

Meu desenho não representava um chapéu. Representava uma jiboia digerindo um elefante. Desenhei então o interior da jiboia, a fim de que as pessoas grandes pudessem entender melhor. Elas têm sempre necessidade de explicações detalhadas. Meu desenho número 2 era assim:


As pessoas grandes aconselharam-me a deixar de lado os desenhos de jiboias abertas ou fechadas e a dedicar-me de preferência à geografia, à história, à matemática, à gramática. Foi assim que abandonei, aos seis anos, uma promissora carreira de pintor. Fora desencorajado pelo insucesso do meu desenho número 1 e do meu desenho número 2. As pessoas grandes não compreendem nada sozinhas, e é cansativo, para as crianças, estar a toda hora explicando.

Tive então que escolher uma outra profissão e aprendi a pilotar aviões. Voei por quase todas as regiões do mundo. E a geografia, é claro, me serviu muito. Sabia distinguir, num relance, a China e o Arizona. Isso é muito útil, quando se está perdido na noite. 
Desta forma, ao longo da vida, tive vários contatos com muita gente séria. Convivi com as pessoas grandes. Vi-as bem de perto. Isso não melhorou muito a minha antiga opinião.

Quando encontrava uma que me parecia um pouco esclarecida, fazia a experiência do meu desenho número 1, que sempre conservei comigo. Eu queria saber se ela era na verdade uma pessoa inteligente. Mas a resposta era sempre a mesma: “É um chapéu”. Então eu não lhe falava nem de jiboias, nem de florestas virgens, nem de estrelas. Colocava-me no seu nível. Falava de bridge, de golfe, de política, de gravatas. E a pessoa grande ficava encantada de conhecer um homem tão versátil.
__________
Saint-Exupéry, Antoine de. 1900 - 1944
O pequeno príncipe / Antoine de Saint-Exupéry : com aquarelas do autor : tradução de Dom Marcos Barbosa  48.ed. 14. Impr. Rio de Janeiro : Agir. 2004. 96p. :il :22cm
Tradução de : Le petit prince
ISBN 85-220-0523-0
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Escrevendo poesia feito gente pequena - II


Fome de ler... alimento para escrever

Publicado por  baitasar

O Projeto Fome de Ler ( aqui ) trouxe para nossos alunos e alunas a oportunidade de conhecer o trabalho doHermes Bernardi Júniorautor de livros para crianças

E a partir da leitura do livro E um rinoceronte dobrado foram feitas poesias em sala de aula; as crianças construindo o seu livro de poesias.



Os alunos e as alunas da turma 51 (5ºano) pegaram o lápis e a folha de papel... guiados pela professora Nália se meteram na aventura maravilhosa de escrever.

O resultado desta aventurança estaremos publicando aqui no blog.





        Eu colocaria na caixa...

Eu colocaria um retrato
um rato
e um sapato

colocaria a minha bola de tênis
minha raquete
cinco bolas de sorvete

colocaria uma girafa
uma grande garrafa
um chupeta lambida

colocaria também uma panela
com  carne moída
açúcar para adoçar a vida.

Autor: Lucas Barcellos


   
      O que eu colocaria na minha caixa de sapatos?

Colocaria o meu irmão
Prá me livrar de confusão

Colocaria o meu gatinho
Cheio de amor e carinho

Colocaria um chuveirinho
Prá tomar um banhinho

Colocaria uma caixa de bombons
Para o meu sonho ficar bom.

Autora: Stéfani



Na caixa de sapatos

Eu colocaria
Meu irmão
Prá me livrar de
De confusão

Eu colocaria meus carrinhos
Minha bola de futebol
Meu estojo e
Um caracol

Eu colocaria um pente
Um ventilador
Um dente
Um liquidificador

Eu colocaria um cachorro
Um gato
Um gorro
Um  pé de pato

Autor: Bryan Souza


  
Na minha caixa

Eu colocaria meu primo
Meu tênis  furado
Meu casaco de abrigo
E a foto do meu amigo

Colocaria minha irmã
Prá não acordar de manhã
Um fruta romã
E também uma maçã

Eu colocaria o céu e a lua
A lâmpada da rua
Um cacho de uvas
E um par de luvas.

Autor: Matheus M. dos Santos


Tem mais...

sábado, 1 de outubro de 2011

Escrevendo poesia feito gente pequena - I

Fome de ler... alimento para escrever

Publicado por  baitasar

O Projeto Fome de Ler ( aqui ) trouxe para nossos alunos e alunas a oportunidade de conhecer o trabalho do Hermes Bernardi Júnior, autor de livros para crianças

E a partir da leitura do livro E um rinoceronte dobrado foram feitas poesias em sala de aula; as crianças construindo o seu livro de poesias.



Os alunos e as alunas da turma 51 (5ºano) pegaram o lápis e a folha de papel... guiados pela professora Nália se meteram na aventura maravilhosa de escrever.

O resultado desta aventurança estaremos publicando aqui no blog.



Nossa caixa 

Minha caixa tem um gato
mas é feio como um rato
gordo feito um porco
mia como um louco

Nessa caixa
tem gatinhos
de uma gata e um gato louco
miam, mamam à vontade
e vivem...
de verdade

A caixa é colorida
foi pintada com pincel e tinta
guarda coisas da minha vida
e com isso
não se brinca

Autores: Matheus Rech e Leonardo Edgar


Caixa de sapatos

Eu colocaria na caixa
um arco-íris cheio de ouro
um casaco de couro
e o chifre do touro

Um guardanapo dobrado
um rinoceronte abobado
um saquinho de beleza e o resto de tristeza
e um pouco de certeza

Guardaria um pé de abacate
o pirulito que bate bate
um desenho do coração
o presente do amigão
e a ração do gatão

Autora: Géssica Lacerda



Eu colocaria

Eu colocaria um corintiano
um pedaço de pano
e o boné do Luciano

Colocaria uma duquesa
Cadeira e mesa
Jacaré com a presa

Colocaria uma chuteira
Uma bonita chaleira
o jacaré de paletó
enfeite  da minha vó

Autor: Brian Matheus



O cachorro e meu irmão

Na minha caixa
 Eu colocaria
 meu irmão
para se livrar de confusão

Colocaria meus carrinhos
minha bola de futebol
meu estojo
e um caracol

Colocaria um pente
um ventilador
um dente
e um liquidificador

Colocaria um cachorro
para latir
e um gato
para sorrir

Autor: Nycholas

Tem mais...
Mais Educação

Publicado por baitasar

Imagens


Demorou, demorou, e demorou, pelo cansaço dos montadores, mas montamos a cama elástica para os alunos e alunas do Mais Educação. Quer saber mais... já explicamos


 Profª Iracema - coordenadora do Projeto Mais Educação em nossa escola

 Ganhamos muito material e equipamentos!




 A diretora profª Eliana e a profª Iracema

Os montadores (gente boa... hehehehe)

sexta-feira, 30 de setembro de 2011

o texto literário incorporado às práticas cotidianas da sala de aula

PROGRAMA DE LEITURA "FOME DE LER"

Publicado por baitasar

A literatura infanto-juvenil e a Fome de Ler

Autor adotado: Hermes Bernardi Júnior
Presidente AEILIJ - Associação de Escritores e Ilustradores de Literatura Infantil e Juvenil
Escritor e Ilustrador de LIJ


Data: 27 de setembro de 2011
Horário: 9 horas

OBJETIVOS

Com o desenvolvimento do programa na Escola Bartolomeu de Gusmão, se teve como objetivo principal despertar o interesse nos alunos e nas alunas por ouvir histórias e manifestar sentimentos, experiências, idéias e opiniões. Que os alunos e alunas reajam com interesse por ler e ouvir a leitura especialmente dos textos do autor para que podermos preparar coletivamente diferentes atividades. Também, temos como objetivo que os alunos e alunas tomem emprestado os livros da obra do escritor adotado. Além disso, poder participar em situações de intercâmbio oral que requerem: ouvir com atenção, intervir sem sair do assunto tratado, formular e responder perguntas, explicar e ouvir explicações, manifestar e acolher opiniões, adequar as colocações às intervenções precedentes, propor temas.


JUSTIFICATIVA

Este Programa justifica-se pela importância do trabalho com o texto literário e que este esteja incorporado às práticas cotidianas da sala de aula, visto tratar-se de uma forma específica de conhecimento.


SOBRE O AUTOR CONVIDADO

Neste ano tivemos a honra de contar com a presença em nossa escola do escritor Hermes Bernardi Júnior. Nascido em 19 de agosto de 1965, em São José do Ouro, Rio Grande do Sul. Atualmente estuda desenho e pintura no Atelier Livre da Prefeitura. Em 1999, participou da Oficina de Criação Literária da PUC-RS. Além de escrever para crianças desde 1998, Hermes coordena a AEILIJ-RS e projetos de incentivo à leitura, atua como contador de histórias, dirige e escreve peças teatrais para crianças e adultos. Seu primeiro texto de teatro para crianças, Pé de sapato – uma história de muitas histórias, recebeu em 2005 o Prêmio tibicuera, na categoria Dramaturgia Original para a Infância. Em 2009 deu continuidade a seus projetos e iniciou-se na profissão de ilustrador de textos infantis. A narrativa pontilhada O emaranhado da maçaroca é seu décimo segundo título publicado.



Obras publicadas:

Editora Projeto/RS

www.editoraprojeto.com.br

Planeta Caiqueria

E um rinoceronte dobrado

Dez casas e um poste que Pedro fez



Editora Larousse do Brasil/SP

www.larousse.com.br

O emaranhado da maçaroca

Alguma coisa se encaixa

Lilliput de sorvete e chocolate

Centopeia - em co-autoria


Editora Escala Educacional/SP

www.escalaeducacional.com.br

Robinson Crusoé - adaptação para crianças


Editora DCL/SP

www.editoradcl.com.br

Casa botão



Editora Artes e Ofícios/RS

www.arteseoficios.com.br

Doido pra voar



Editora Mundo Mirim/SP

www.mundomirim.com.br

Tem um furo nessa história



Editora Biruta/SP

www.editorabiruta.com.br
Pé de sapatos - uma história de muitas histórias


Editora Zit/RJ

www.ziteditora.com.br

Medo dó de medo monstro



Do autor

Abecedário alegre do porto
A torre da usina
O segredo do rio
Pé de sapatos - diário de bordo (teatro)

No exterior
Mococombo's Island - em co-autoria
edição trilíngue para o Family Literacy Program
do Congreso de Latinos Unidos/Filadélfia/EUA


AÇÕES 
As turmas do 5º ano (51) Profª Nália Fleck e da 5ª série (52) Profª Isabel Forte desejavam descobrir o que se esconde por trás da poesia e dentro da caixa de sapatos. Quando a oportunidade se apresentou, os alunos e alunas penetraram num mundo diferente, repleto de aventuras e de seres estranhos numa viagem com o encantamento da poesia que parece não ter fim. O mergulho neste universo de fantasia e imaginação propiciou o encontro com seus medos, com seus sonhos e com seu amor. Nossos alunos e alunas também abriram esta porta da imaginação e o que será que dela saiu...
– a partir da leitura do livro E um rinoceronte dobrado foram feitas poesias em sala de aula, construindo um livro de poesias.

– interpretação através da construção de perguntas ao autor...
- interpretação através da leitura.


IMAGENS